Extração e Beneficiamento de Gipsita. Uma das maiores Mineradoras de Gipsita do Brasil GESSO AGRÍCOLA – Mineração Alto Bonito

GESSO AGRÍCOLA

Gesso Agrícola

Gesso Agrícola ou Corretivo de solo é o nome pelo qual é conhecido e comercializado o sulfato de cálcio (CaSO4.2HO) obtido na fabricação de Superfosfato Triplo, MAP e DAP. É muito útil para prática agrícola como fonte de cálcio e enxofre, como condicionador de subsuperfície e para a correção de solos saturados com sódio ou potássio.

Conhecendo o Produto

Diferença entre o Gesso Agrícola e o Gesso Calcinado

O gesso agrícola não é o mesmo usado na construção civil, o sulfato de cálcio possui três formas principais (Vitti, 2000) – Anidrita, Gipsita e Gesso Agrícola. Destas, apenas as duas primeiras são utilizadas hoje na indústria cimenteira, assim como para moldagem e como isolante.

Benefícios que o Gesso Agrícola Proporciona

Os benefícios são vários de gesso agrícola para as lavoras como o poder de, corrigir a toxidez por alumínio em profundidade (uma verdadeira barreira química contra penetração das raízes), além de fornecer cálcio, magnésio e potássio para camadas mais profundas do perfil do solo, possibilitando um grande incremento no sistema radicular, tornando as plantas mais resistentes à secas e mais produtivas. É atualmente usado com ótimos resultados em diversas culturas em todo Brasil, entre elas: cana-de-açúcar, soja, algodão, milho, amendoim, citros, café, cultivo de pastagens, trigo, hortaliças em geral e frutas, como manga e mamão. Dessa forma, o insumo permite hoje a milhares de produtores rurais em todo país superar muitos dos obstáculos impostos pela expansão da agricultura, viabilizando uma produtividade rentável e de alta qualidade em solos de todo país.

Veja alguns exemplos de como o Gesso Agrícola pode ajudar a aumentar a produtividade na agricultura

No Milho do Cerrado

É cada vez maior a adesão dos agricultores ao uso do gesso agrícola (sulfato de cálcio) em suas propriedades. Na região do Cerrado, que apresenta cerca de 80% de sua área com algum problema de acidez, como excesso de alumínio associado a baixos teores de cálcio, a utilização do gesso é responsável pela melhora significativa do ambiente radicular em profundidade para as plantas. Durante o Prosa Rural, o pesquisador da Embrapa Cerrados (Planaltina/ DF), Djalma Martinhão, traz orientações para a adoção dessa prática.

 

Ao contrário do que muitos acreditam, em solos ácidos, a deficiência de cálcio não ocorre apenas na camada superficial. O problema é constatado também abaixo dos primeiros 20 centímetros do solo e, nesses casos, a calagem não corrige de forma satisfatória a acidez e a deficiência de cálcio. A aplicação do gesso supre o solo com cálcio e reduz a toxidez do alumínio até as camadas mais profundas. Dessa forma, ela favorece o aprofundamento das raízes e permite que as plantas superem o veranico e utilizem com mais eficiência a água e os nutrientes do solo. A profundidade do solo que a gessagem é capaz de corrigir depende da cultura. Para as anuais, a recomendação é que a gessagem atinja a profundidade de 60 centímetros e para as culturas perenes, 80 centímetros.

 

Texto retirado de: http://agrolink.com.br

Na Cana-de-açúcar

Para a cana-de-açúcar, que extrai grandes quantidades de cálcio, o gesso pode ser uma importante fonte de fornecimento desse nutriente, sobretudo nas soqueiras, quando a calagem não foi suficiente para fornecer esse elemento ao longo dos anos.

A aplicação do gesso deve ser em área total, sempre antes do cultivo. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Outras recomendações levam em conta, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, também a capacidade de troca catiônica (CTC).

As maiores doses recomendadas para solos com CTC maior que 60 mmolc /dm3 na camada de 20 a 40 centímetros de profundidade não ultrapassam 3,5 toneladas por hectare. É importante destacar que a aplicação de gesso deve ser feita juntamente com a aplicação de calcário, mas nunca deve substituí-lo.

Quantidades de gesso a aplicar para a cultura da cana-de-açúcar:
(20 a 40 centímetros) mmol
c /100dm3

Quantidade de gesso em toneladas por hectare: 

– Ca 

– Ca 30 = 1,5 tonelada de gesso.

 Veja mais em http://www.agencia.cnptia.embrapa.br

 

Na Soja

O revolvimento de áreas em plantio direto (PD) há vários anos e o uso de gesso agrícola são práticas observadas entre os produtores na região do sudoeste de Goiás. Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito da aplicação de doses de gesso agrícola (0, 1, 2, 4 e 6 Mg ha-1) em alguns atributos químicos em profundidade no solo e no rendimento de grãos de soja em plantio direto com revolvimento (PDR) e sem revolvimento (PDS). O delineamento foi em blocos completos ao acaso, em esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. A área vinha sendo conduzida há vários anos em PD, em um Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico textura argilosa, no sudoeste goiano, com os teores de Ca2+, Mg2+, K+, sulfato e CTC efetiva sendo determinados nas camadas de 0-5, 5- 10, 10-20 e 20-40 cm. Observou-se que no PDS a maior concentração dos cátions e do sulfato ocorreu na camada de 0-5 cm, enquanto no PDR o sulfato se concentrou na de 20-40 cm. O maior rendimento de grãos de soja ocorreu no PDS, porém não houve influência das doses de gesso.

Veja mais em: www.scielo.br

Na Cafeicultura

Na lavoura de café, o desenvolvimento das raízes e o potencial produtivo dos cafeeiros podem ser prejudicados por limitações nas camadas mais profundas do solo, representada pela acidez elevada, excesso de alumínio, deficiência de cálcio.